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segunda-feira, 20 de maio de 2013

O universo se move em função do Messias


Vs. 8 – e, enviando-os a Belém, disse-lhes: ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, participai-me, para que também eu vá e adore.
Herodes arquitetou um plano muito bem amarrado para conseguir chegar ao Messias e sob o pretexto de também o adorar, mas com a intenção objetiva de matá-lo e assim impedir seu reinado. Aproveitando-se das boas intenções dos magos ele arquitetou chegar ao menino. E Herodes não costumava falhar quando o assunto era assassinar para assumir ou permanecer no poder. Já havia assassinado grande parte dos líderes dos judeus e até entre seus familiares para assegurar-se ao governo.
Versículo 9 – e tendo eles ouvindo o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.
Conforme cálculos de estudiosos da astronomia houve uma junção de planetas na época do nascimento de Jesus. É possível que a estrela que os magos viram no oriente seja exatamente o planeta Vênus.  O que seria ainda assim um milagre, mostrando que o universo estava programado para registrar tal data, fazendo surgir na parte oriental da vista das pessoas ali em Belém chegando a parecer que estava sobre o menino. O que acabou servindo de guia para os magos. Portanto, de acordo com estudos de famosos astrônomos, dentre eles, Johanes Keppler, o universo se moveu em função do nascimento de Jesus.

domingo, 19 de maio de 2013

A cidade de Davi


Vs. 6 – E tu Belém, terra de Judá de modo nenhum é a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo Israel.
Era uma referência citada pelo evangelista enfatizando o nome Belém de Judá, sem fazer referência ao nome “Efrata” que estava originalmente na profecia. Tanto Belém (Casa de Pão) quanto Efrata(frutífera) apontam para a prosperidade daquela cidade. Diga-se de passagem que ela tinha sido conhecida na época como Cidade de Davi, porque ele tinha nascido ali. Mas a profecia não fazia referência a Davi, mas sim a um Rei muito maior: o Senhor Jesus. Não havia lugar mais apropriado para Jesus nascer: aquele que ocuparia o Trono de Davi, nasceria na mesma terra natal dele. O “Guia” é uma expressão ligada ao senhorio, ao governo ou ao reinado do Messias. O Guia de Israel havia nascido em Belém de Judá, exatamente como dizia a profecia milhares de anos antes.
Vs. 7 – Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera;
Observemos que ele chama secretamente os magos, porque em sua cobiça pelo poder ele estava mais aguçado que os principais dos sacerdotes e mesmo que não cresse na profecia, não poderia correr o risco de outra dinastia que não a sua, governar futuramente a Israel. Mas a imagem que ele passou para os magos é a de que desejava adorar também o rei da profecia. A estrela que aparece como sinal para os magos é possivelmente uma junção de planetas que ocorreu naquela época, conforme estudos de grandes nomes da astronomia, dentre eles o famoso Johanes Kepler. O tempo conforme inquirição girava em torno de uns seis meses entre o aparecimento da estrela e o nascimento do menino.

A autorização para cuidar do Messias

sábado, 11 de maio de 2013

Jesus que se chama o Cristo


Versículo. 11 – “Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos, no tempo do exílio em Babilônia”.  Vemos aí – como citamos anteriormente – a mesma expressão vista quando se falou de Judá. “Jeconias e as seus irmãos” e “Judá e as seus irmãos” só foram citadas duas vezes durante toda a genealogia. Mas porque isso? Simplesmente porque esse é o pano de fundo de toda a genealogia: a bênção em meio à maldição.
Em Jeconias durante o cativeiro babilônico ocorreu uma maldição ou um juízo que poderia ter comprometido o reinado messiânico. Isso porque nem Jeconias ou qualquer um de seus filhos poderia assumir mais o reino. Era a maldição. E se ela prevalecesse, Jesus como descendência deles também legalmente não poderia.
Mas, em Judá havia a profecia de uma bênção. O reino seria estabelecido para sempre: “o cetro não se arredará de Judá”. Portanto entre seus irmãos, Judá teve essa promessa destacável, porque dele adviria o Messias, que estabeleceria o trono de Davi para sempre.
Portanto, teríamos aí um problema: como a bênção de Judá poderia se cumprir, se havia a maldição de Jeconias?
Foi aí que entrou Maria, como veremos mais adiante. A linhagem dela não sofreu a maldição, mas somente a de José, seu marido. Mas como ela era virgem, e também descendente de Davi como José, ela não foi contaminada com a maldição que ficou restrita à linhagem de José. Por- tanto Jesus era descendente de Davi tanto da parte de mãe como de pai, ainda que este fosse apenas um pai de criação. E por meio de sua mãe ele teve pleno direito de reivindicar ao trono sem que a maldição o impedisse.
Versículos. 12 – 16 “Depois do exílio em Babilônia... José marido de Maria da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo”. Mateus utiliza o termo “exílio” no lugar de “cativeiro”, amenizando a situação, respeitando assim os seus compatriotas. Mas não tinha como esconder que houve um período de juízos. Tanto o cativeiro como a maldição de Jeconias. Observa-se que a partir de seu filho Salatiel até José, não houve um rei sequer. Mas Jesus rompe essa situação e Mateus destaca: “da qual nasceu Jesus”, um termo referindo-se exclusivamente a Maria, sem a participação paterna de José, cuja descendência davídica estava sob o juízo, diferente da linhagem dela.
Versículo. 17 – “De sorte  que todas as gerações desde Abraão até Davi, são catorze... desterro para a Babilônia...até Cristo, catorze”. Mateus destacou três eventos marcantes na vida de Israel ligados ao seu governo: o reino, o cativeiro e o Messias. E o interessante é que ele fez uma contagem de gerações omitindo algumas, de tal maneira que a divisão entre cada um dos eventos foi de 14 gerações.
Acredita-se que o autor tenha feito isso deliberadamente para de forma sutil enfatizar o nome Davi. Isso porque no hebraico o valor numérico do nome Davi é exatamente o “14”. É como se quisesse frisar em cada período ou evento, que o trono de Davi ficaria fixado para sempre, independente do que acontecesse. Dessa forma, mesmo no período do cativeiro ficou estabelecido que o trono de Davi seria para sempre. E quando Jesus veio na qualidade de Messias, foi para assumir o trono de Davi e todas as suas promessas.

A vitória do Leão da Tribo de Judá