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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Emanuel é Deus conosco


Vs. 22-23 – “Dito pelo profeta, eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco”.
Nós já vimos que era necessário o nascimento virginal para que o surgimento de Jesus estivesse fora do juízo determinado sobre a casa de Jeconias, o que poderia impedir a legitimidade de Jesus ao trono de Davi. Mas, para que ocorresse esse milagre uma condição foi fundamental: “o Emanuel, ou seja, Deus conosco”. As pessoas se perguntavam antes do advento: “como pode uma virgem gerar filho”? Só foi possível tal maravilha porque Deus esteve conosco encarnado no Cristo, é literalmente Deus conosco, habitando entre os filhos dos homens. Para que isso ocorresse seria necessário que fosse gerado diretamente pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem, sem a interferência genética humana. O Deus Filho esteve conosco e habitou entre nós. Não foi um nascimento humano simplesmente, mas foi gerado pelo Espírito trazendo o Filho de Deus ao mundo: é Deus Conosco, conforme previu o profeta Isaias no capítulo 14:7. 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Filho de Davi


Vs. 20 “E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu o anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo”.
Vemos agora a intervenção divina tempos depois que Jose sofrera com a ideia secreta de deixar Maria. Não sabemos por quanto tempo ele ficara maquinando esse propósito. E numa noite o anjo do Senhor lhe aparece e diz para ele providenciar o matrimônio sem hesitar e confirmou o que possivelmente Maria já havia lhe falado: o que nela estava gerado era do Espírito.
Nota
É importante frisarmos o pano de fundo de tudo isso, em Mateus: o trono de Davi. Vejam bem que o anjo pronunciou a seguinte expressão ao chamar José no sonho: “José, filho de Davi”. Isso porque o contexto era messiânico. E ali o anjo estava autorizando a ele cuidar do Rei dos Reis, naquela etapa tenra da vida do Messias. Um privilégio incomparável e nobre. Estava ali quebrada a maldição de Jeconias, desde que José aceitasse tal incumbência divina.
Vs. 21 – “ela dará a luz a um filho, a quem chamará Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”.
José iria dar o nome ao seu filho. A maldição estava rompida a partir do momento que houve o milagre da conceição sem a intervenção paterna. E agora ao dar o nome ao filho, José estava assumindo o direito novamente de sua linhagem de ser pai do Messias, o Rei de Israel. E o nome não poderia ser mais apropriado: JESUS. E o motivo? Como o próprio nome de Jesus indica, significa que ele salvaria o povo dos seus pecados. O primeiro passo da salvação.
Nota
A palavra “pecado” aqui no original grego significa “errar o alvo”.

José achava que o problema estava em Maria, mas o problema era nele


segunda-feira, 13 de maio de 2013

O Nascimento de Jesus



Mateus 1:18-25
Versículo. 18 “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida do Espírito Santo”.
José estava desposado, isso porque de acordo com a lei judaica o noivado se equivalia ao casamento. Mas não coabitavam, possivelmente não moravam juntos e com certeza não tiveram atos sexuais.
Imaginemos a surpresa de José quando sua noiva achou-se grávida. Certamente ele ficou indignado, mas sua afeição a ela prevaleceu para que não pedisse o divórcio, que poderia ser de maneira pública ( Deut. 22:23-24) ou particular (Deut. 24:1).
Versículo. 19 “E como José era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente”.
Ele poderia ter alegado razões legais para divorciar-se de Maria. Mas isso a exporia por demais perante a comunidade judaica. Então ele intentou um meio mais fácil de cumprir a lei (era justo) e ao mesmo tempo não a iria infamar. Por outro lado, a lei judaica determinava que se fosse o caso ele teria que cuidar dela. Por isso planejou um meio de livrar-se dela e dentro da lei não infamá-la, ou seja, faria isso com o mínimo de testemunhas.  
Nota
Parece ironia, mas o problema maior não estava nela e sim nele. Como estamos falando do livro de Mateus, precisamos enfatizar a situação de Jesus como rei. E se estivesse ligado à descendência de José, mesmo sendo filho de Davi, Jesus não teria direito ao trono, porque a maldição de Jeconias (vimos no versículo 11) estava sobre a linhagem paterna dele. Mas a linhagem de Maria estava fora desse juízo e era também descendente de Davi. Por isso Jesus poderia ter nascido no ventre de Maria, porém gerado pelo Espírito, para que se livrasse da maldição e pudesse reivindicar o seu trono por direito.

A maldição de Jeconias se opondo à bênção de Judá


sexta-feira, 10 de maio de 2013

O cetro não se arredará de Judá - Mateus 1: 5 - 6


Versículo 6 – Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias.
Outra tortuosidade em pauta. Desta vez, a do próprio rei Davi. O trono é o de Davi que abriu a linhagem de reis que chegariam a Jesus o Rei dos Reis. Mas, apesar de ter sido um rei valoroso pelas vitórias que obteve à frente de Israel estabelecendo sua cidadania, ele errou. E em relação ao seu filho herdeiro do trono ele teve o grande erro de sua vida. Cobiçou a Bateseba mulher de um de seus soldados fiéis: Urias.
Em sua cobiça o rei forçou a morte do valente para ficar com sua esposa. Mas quando caiu em si com a dura advertência do profeta enviado por Deus, Davi sentiu o peso de seu pecado e o juízo de Deus. No Salmo 51 ele chegou a clamar: “não me lances fora de sua presença ó Deus e não retires de mim o teu Espírito Santo”.
Observa-se que no versículo em si ao citar Davi o autor faz questão de destacá-lo dos demais, como rei, daí o termo próprio do texto: “Jessé gerou ao rei Davi”. É a nota principal do livro de Mateus: mostrar que como filho de Davi, Jesus é rei.
Versículos 7 – 10 – “Salomão, Roboão, a Abias....Amom a Josias”. Uma sucessão de reis da linhagem davídica onde uns eram bons e outros obravam mal. “E fez o que parecia reto aos olhos do Senhor” ou “e fez o que parecia mal aos olhos do Senhor”, foram  termos comuns no relato da performance de cada um dos reis que sucederam a Davi.
Com um detalhe interessante: no reinado do rei Roboão, filho de Salomão houve a divisão do reino ficando o Sul contra o Norte. Em seguida passou a ter em Israel duas capitais: Jerusalém estabelecida por Davi e Samaria que passou a ser a capital do reino do Norte. De um lado ficaram as tribos de Judá e Benjamim, formando o reino do Sul contra as demais tribos formando o Norte.
Mas a profecia em Gênesis dizia: “o cetro não se arredará de Judá”. O reinado deveria ser ali e a promessa do Reino Messiânico está ligada a Judá, o que equivale a dizer que “o reino não arredará de Judá”. Tanto é assim, que apesar da variação entre reis bons e ruins pelo menos o reino do Sul, ligado a Judá conseguiu manter uma dinastia em suas sucessões. Já no reino do norte, fora de Judá, não foi possível manter uma constância na dinastia.
Essa variação entre reis bons e ruins era um prenúncio de que um dia viria um Rei perfeito em seu reinado. É o que ocorrerá com o Reino do Messias durante o milênio aqui nesse mundo. Durante um período de mil anos as nações verão o que é um reinado perfeito .

Porque haviam mulheres na genealogia de Jesus? E a ligação surpreendente entre Raabe e Rute