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sábado, 18 de maio de 2013

A prosperidade de Judá


Vs. 4 – “e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhe onde havia de nascer o Cristo”.
Herodes reuniu a mais alta comissão – possivelmente do sinédrio – para inquirir a respeito do que os magos estavam apregoando. E a comissão começou a perguntar de maneira direta sobre o local do nascimento do Messias. O governador da Judeia tinha interesse em saber exatamente o local e por isso convocou nata religiosa para descobrir a localização. A intenção do monarca não era nada boa.
Vs. 5 – Responderam-lhe eles: em Belém de Judá; pois assim está escrito pelo profeta:
Os magos fazem aqui uma referência a Miquéias 5:2 que predizia sobre a vinda do Messias originando de Belém de Judá. Belém cujo significado é “Casa de Pão” dando a entender que era um lugar frutífero. De acordo com a profecia aquele lugar seria de fato um lugar próspero e a maior das prosperidades seria dar ao mundo o Messias – Jesus Cristo. É interessante a interpretação acertada da comissão de magos, que certamente tinha representantes judeus que moravam nas regiões orientais.

Os magos do oriente

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O Nascimento de Jesus



Mateus 1:18-25
Versículo. 18 “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida do Espírito Santo”.
José estava desposado, isso porque de acordo com a lei judaica o noivado se equivalia ao casamento. Mas não coabitavam, possivelmente não moravam juntos e com certeza não tiveram atos sexuais.
Imaginemos a surpresa de José quando sua noiva achou-se grávida. Certamente ele ficou indignado, mas sua afeição a ela prevaleceu para que não pedisse o divórcio, que poderia ser de maneira pública ( Deut. 22:23-24) ou particular (Deut. 24:1).
Versículo. 19 “E como José era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente”.
Ele poderia ter alegado razões legais para divorciar-se de Maria. Mas isso a exporia por demais perante a comunidade judaica. Então ele intentou um meio mais fácil de cumprir a lei (era justo) e ao mesmo tempo não a iria infamar. Por outro lado, a lei judaica determinava que se fosse o caso ele teria que cuidar dela. Por isso planejou um meio de livrar-se dela e dentro da lei não infamá-la, ou seja, faria isso com o mínimo de testemunhas.  
Nota
Parece ironia, mas o problema maior não estava nela e sim nele. Como estamos falando do livro de Mateus, precisamos enfatizar a situação de Jesus como rei. E se estivesse ligado à descendência de José, mesmo sendo filho de Davi, Jesus não teria direito ao trono, porque a maldição de Jeconias (vimos no versículo 11) estava sobre a linhagem paterna dele. Mas a linhagem de Maria estava fora desse juízo e era também descendente de Davi. Por isso Jesus poderia ter nascido no ventre de Maria, porém gerado pelo Espírito, para que se livrasse da maldição e pudesse reivindicar o seu trono por direito.

A maldição de Jeconias se opondo à bênção de Judá


quinta-feira, 9 de maio de 2013

A bênção superando a Maldição - Mateus 1:2-5


Vs. 2 – 4. “Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó a Judá e a seus irmãos; Judá gerou de Tamar a Perez...”.
Vemos aí dois detalhes importantes. Jesus é descendente de Judá, conforme a profecia do Leão da Tribo de Judá. E em sua genealogia aparecem mulheres, o que não é comum. Uma delas é Tamar, que em Gênesis 39:29-30 conseguiu forçar sua entrada para a descendência de Jesus. Ela era esposa de Er, que morreu sem lhe dar um filho. Ela então se disfarçou de prostituta e seduziu seu sogro Judá se tornando mãe dos gêmeos: Perez e Zera. Era uma mulher pecadora, mas conseguiu escapar da maldição e ainda entrar para a descendência do Messias.
Outro detalhe importante é a expressão: “Judá e a seus irmãos”. Esta expressão: “e a seus irmãos” só será citada mais uma vez na genealogia, ao se falar do rei Jeconias no versículo 12. Mais adiante explicaremos essa comparação e porque o texto bíblico teve o cuidado de destacar essa citação somente nesses dois casos.
Na verdade, em breve mostraremos que em toda a genealogia de Jesus o pano de fundo é um triunfo da bênção sobre a maldição e de caminhos tortuosos sendo alinhados para o cumprimento da grande profecia do Velho Testamento: a vinda do Messias.
Vs. 5 –  Salmom gerou de Raabe a Boaz; este de Rute gerou a Obede; e Obede a Jessé.
Que informação interessante! Se não fosse a descrição na genealogia de Jesus dificilmente saberíamos que Raabe teria alguma ligação com Rute e com a linhagem de Jesus. Depois que honrou sua primeira sogra Noemi, Rute teve como sogra a Raabe. A dúvida seria se a Raabe da genealogia é a mesma do muro de Jericó, que foi poupada por Israel nos dias de Josué, quando da invasão daquela cidade. O interessante é que o texto no original traz o artigo “a” quando cita seu nome. Diz assim: “a Raabe” e não uma Raabe qualquer. E o fato dela ser sogra de Rute é bem razoável, pois, a história da moabita que se casou com Boaz, veio daquele período mais campesino de Israel, logo depois entrada na terra de Canaã, próximo ao período dos juízes e não muito distante do advento da queda de Jericó.
Quem diria que Raabe entraria para a genealogia de Jesus?
Vemos aqui mais dois caminhos tortuosos sendo endireitados. Primeiro Raabe, que seria condenada junto com Jericó, mas que foi poupada por ter abrigado os espias de Israel quando foram observar a cidade a ser invadida. E Rute que era moabita, mas que acabou se casando com um israelita, que juntamente com seu irmão formavam os nomes “Quiliom e Malom”, cujos significados são: “fraco e enfermo”. Sua primeira ligação com Israel foi assim muito frágil, tanto assim que ambos morreram sem deixar descendência.
O que esperar de uma sogra que não pudesse mais dar descendentes? Era o caso de Noemi e ela deixou isso claro para Rute ao tentar convencê-la a seguir com sua vida e buscar um herdeiro com alguém de Moabe, sua terra natal. Mas, Rute estava apegada a Noemi e ao seu povo e costumes. Uma decisão nobre, porque sabia que não poderia ter descendentes. E essa nobre decisão a permitiu não somente a ter de descendência, mas também fazer parte da linhagem do Messias.
Dois caminhos tortuosos que foram endireitados pelo poder transformador de uma linhagem profética que daria o Salvador ao mundo. Rute teve um marido cujo nome era símbolo de fraqueza, mas se casou com um homem de Judá, Boaz cujo nome significa força. E na sua força ele a remiu conforme os ritos da lei para que pudesse se casar novamente.
E com Raabe não foi diferente. Ela foi salva por Josué, que orientou que ela fosse de fato poupada juntamente com sua casa. E inclusive o nome Josué é da mesma raiz do nome Jesus, que significa “salvação”.
Complemento
Portanto, contrário ao costume, a genealogia em Mateus cita o nome de quatro mulheres: Tamar, Raabe, Rute e Bateseba. Todas haviam sido gentias, talvez num tipo profético da igreja, que seria salva entre as gentes. E que coisa hein? Tamar foi adúltera, Raabe uma meretriz, Rute uma viúva sem descendência e Bateseba que foi seduzida pelo rei Davi. Todas tinham suas limitações, mas cumpriram um propósito em Jesus, porque na linhagem messiânica a bênção superou a maldição.

Porque Jesus é chamado de Leão da Tribo de Judá?



quarta-feira, 8 de maio de 2013

A raiz de Davi


Livro da Genealogia do Messias


Mateus 1:1-17
Vs. 1 – “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”.
Se formos pegar a primeira expressão “livro”, no sentido original o autor usou um termo no grego, que difere de papiros comuns, mas com uma conotação de algo com qualidade sagrada e de veneração. Aliás, só de analisarmos alguns detalhes da genealogia de Jesus fica claro que a bíblia está realmente muito longe de ser um livro comum.
Nota: quando Mateus está falando que Jesus é filho de Davi e de Abrão ele não quer dizer uma paternidade imediata, mas, sim uma descendência indireta.
O evangelho de Mateus apresenta Jesus como o Reis dos Judeus e foi historicamente escrito para a nação de Israel. Daí a descendência a partir de Abraão, para mostrar que ele veio do patriarca dos hebreus e de Davi, deixando claro que por sua condição familiar ele já tinha o direito de ser rei.
No nome “Jesus Cristo” temos a junção do hebraico e do grego. Jesus vem do hebraico “Jeshua” cujo significado é “o Senhor é a salvação” ou Josué. E Cristo vem da palavra grega “Mashiah” ou Messias, que significa “ungido”. Jesus Cristo é um nome que une o hebraico, língua original de boa parte do Velho Testamento e o grego, que foi o idioma utilizado para se escrever o Novo Testamento.
Nota
A figura central de Jesus no evangelho de Mateus é Rei, o Leão da Tribo de Judá. Em Gênesis 49:9-10 – “Judá é um leãozinho... deita-se como leão velho... quem o despertará?” Mostrando que viria inicialmente como um leãozinho e seria rejeitado pelos judeus. O próprio Império Romano não lhe deu a devida consideração, mesmo sendo um rei cuja descendência era autêntica o suficiente para reivindicar o trono de Davi. Mas, na época ele era apenas um filhote e por isso não representava uma grande ameaça. Mas, no milênio ele será um leão adulto. Ninguém vai querer incomodá-lo e tirá-lo do seu descanso. Quem se atreveria a despertar um leão adulto? As nações o temerão e o adorarão por temor.
Em Apocalipse 5:5“... eis aí o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e seus sete selos”. João viu o cumprimento da profecia de Gênesis. Lá em Gênesis o versículo 10 já apontava Jesus como o Leão de Judá, e o versículo 11 do capítulo 49, completou a profecia dizendo ainda que o cetro não seria arredado de Judá, ou seja, dessa tribo viriam os reis de Israel  e o Rei dos Reis. E agora esse versículo de apocalipse mostra o Rei Jesus e sua vitória como leão, forte o suficiente para desatar os selos relacionados às profecias que precisavam se cumprir dentro do Projeto da Salvação. Enquanto Mateus disse que ele era filho de Davi aqui em Apocalipse confirma que ele é da raiz de Davi, ou seja, da linhagem real e por direito Rei dos Reis.
Ao compararmos os textos vemos a relação de Jesus como filho de Davi com a figura do Leão da Tribo de Judá, cujo patriarca é bisneto de Abraão. Daí a expressão no verso 1: “filho de Davi e de Abraão”. Ele é tanto da linhagem de Abraão como de Davi, ou seja, o legítimo Rei de Israel.